A MELODIA DO AMOR | POESIA
Hoje, no dia Nacional da Poesia, apresento uma poesia de minha lavra. Uma poesia inédita, elaborada sábado passado (15/03).
A MELODIA DO AMOR
Por Randerson Figueiredo
Em tempos ainda vindouros
Onde o presente já é passado
Reviver um romance anunciado
Sinto-me como os mouros
Não por invadir como um intruso
O terreno sutil e sensível da amada
Mas por plantar uma ideia aflorada
O romantismo antes de cair em desuso
Longas são as horas em relógio adiantado
Cujos ponteiros acenam sem demora
Para meu olhar insidioso a toda hora
Não vejo a hora de pôr fora o cadeado
Cuja chave abrirá todas as tramelas
O respeito dança em passo sóbrio
Resignado é o opróbrio
A pintar em cores marcantes as telas
Juntas vibrantes formam os sabores
De uma vida ordeira e frugal
Dissabores em instinto animal
A domar verdadeiros amores
No bailar de um doce Dezembro
Onde jorra afeto e nesse tempo amadurece
Rememorar nossas idas à quermesse
É salgar o insosso daquilo que lembro
Hoje ponho-me a cantarolar nossa canção
Nossa melodia em estado de graça
Necessariamente não será a traça
A roer como desgraça o meu coração
Que palpita incessante a cada respiro
Ofegante solto as correntes da prisão
Em harmonia você Isolda eu Tristão
Atingidos com um único tiro
Lesionados dançamos a última alegoria
Como uma profunda despedida
Já não lembramos mais da acolhida
Sustento dissipada em lágrimas a euforia
Que logo secam na minha face corada
Pois bailamos como a primeira vez
Reluzente e linda estava a sua tez
Como é bom a presença da amada
Como num encanto tímido e com furor
O afeto está num canto escondido
É um desejo puro e reprimido
A quem eu juro sempre tocar a melodia do amor
Randerson Figueiredo, em 15 de março de 2025 às 20h50.


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