O PAPA É POP! O PAPA NÃO POUPA NINGUÉM! – POSTAGEM ESPECIAL

novembro 05, 2022 Randerson Figueiredo 0 Comments



De todos os homens maus, os homens maus religiosos são os piores.

C.S. Lewis

Olá estimado leitor deste blog.

 

Hoje aqui para argumentar sobre a minha amada igreja... Tudo bem, nem tão amada assim ultimamente, mas por razões que irei elencar na postagem de hoje. A postagem de hoje será especial.

 

Por onde começo? É tanta coisa a falar hoje...

 

Bem, vamos retroceder um pouco na história para tecer argumentos. É sabido que não é de hoje que a igreja, vou falar assim com “i” minúsculo mesmo, ela não merece boas considerações, não consegue se manter alheia a diversos assuntos e situações.

 

É justamente por aí que vou começar.

 

Não vou me deter a falar dos primórdios da igreja porque é chover no molhado, mas o que desejo salientar é esse desejo inconteste de querer se intrometer na vida de tudo e de todos.

 

Nas eleições presidenciais de 2022 não foi diferente.

 

Uma “séria ameaça comunista” sempre rondou o Brasil, e por esse motivo João Goulart foi envenenado e a ditadura militar eclodiu neste país em 1964 e que foi até 1985.


E por falar em 1964, a igreja foi a principal articuladora do regime ultradireitista que se instalou no Brasil até 1985 com a redemocratização, quando João Batista Figueiredo não quis passar a faixa presidencial ao Sarney e disse a odiosa frase: me esqueçam!

 

Sim, Figueiredo, nós até podemos esquecer, mas a história jamais.

 

Quando Dom Helder Câmara tentava ajudar os mais fracos e oprimidos era acusado de ser subversivo, disse a famosa frase: quando dou comida aos pobres me chamam de santo, quando pergunto porque eles têm fome, me chamam de comunista.

 

E graças a essa fantasmagórica ameaça comunista que muita desgraça em nome de Deus foi feita. Padres que nas suas homilias ao invés de falarem sobre o Santo Evangelho, incitam os fiéis uns contra os outros. Armam um verdadeiro pandemônio em nome de Deus... 

 

Isso é deprimente, triste e deplorável.

 

Quantos padres eu não vi fazendo campanha abertamente a favor desse genocida que em breve sairá do poder, e eu digo: com a graça de Deus! Com a graça de Deus que ele sairá em breve.

 

A verdade é que a igreja vem perdendo fiéis a cada dia que se passa.

 

E começaram a perder para a besta fera que eles mesmos criaram: o protestantismo. Uma corrida desenfreada por fiéis começou a aparecer de uns tempos pra cá, a chamada renovação carismática começou a angariar adeptos por toda a América Latina.

 

A renovação carismática é uma versão mal engendrada do protestantismo, o chamado efeito gospel, que a partir da teologia da prosperidade (Max Weber) que enxerga Deus como um office-boy viu que poderia se dar bem e muito bem obrigado.

 

A Idade das Trevas, na chamada Idade Média a igreja era considerada a maior senhora feudal, detentora de terras e do poderio não só religioso, mas social como um todo.

 

Teve até um historiador que procurou retratar sobre os papas de uma forma muito pejorativa, aqui do Ceará, não vou citar o livro nem o nome do historiador, não vale a pena, o livro é muito, mas muito mal escrito.

 

Tanto é que esse historiador não tem a visibilidade que tanto almeja. O grande historiador medieval que conheço se chama Jacques Le Goff, para dizer que não brinquei com o assunto, o papa da idade média.

 

Quando o Bento XVI assumiu o trono de Pedro fiquei em choque. Logo ele?! Porquê? Eu sei, eu sei, muito capacitado e intelectualmente profícuo... Mas é aí que mora o perigo.

 

Bento XVI sinceramente não poupou ninguém no seu pontificado.

 

Nem os muçulmanos, principalmente estes foram visceralmente atacados pelo sumo pontífice, o resultado? Ou Bento XVI sairia do trono ou o mundo religioso entraria em guerra, e poderia colocar meio mundo em chamas.

 

O alemão Joseph Aloisius Ratzinger, mais conhecido por Bento XVI, é detentor de uma ficha intelectual de fazer inveja a qualquer acadêmico que se acha a última coca-cola gelada com gelo e limão do deserto.

 

Ratzinger tem 8 doutorados, só para começar, mas a quantidade de titulações acadêmicas é proporcional ao seu falso manejo social. Não tem tato para lidar com situações que requerem um pouco mais de sensibilidade.

 

O que sobra no seu sucessor: Francisco.

 

A começar pelas encíclicas lançadas durante seu pontificado, li várias delas, e sempre puxando para as ações sociais e com um pé firme no chão. Deu até puxão de orelha nas ratazanas da igreja com a sua Alegria do Evangelho (Evangelium Galdium).

 

A igreja não deveria se aprumar tanto com a política, a história está aí para comprovar tal remelexo. 

 

Na década de 30 o papa Pio XII (Eugenio Pacelli) facilitou diversas ações com Adolf Hitler, tudo é mostrado em detalhes no excelente livro O Papa de Hitler de John Cornwell. Estou a ler a obra, tudo é muito cruel.

 

E obviamente com o intuito de dificultar toda a ação com a obra de Cornwell foram lançadas diversas obras falando contra o livro, como por exemplo: o mito do papa de Hitler. E até um romance: um papa contra Hitler.

 

Tudo jogo furado. A história está aí para comprovar tudo.

 

Novamente a falar do Bento XVI, hoje papa emérito, para não dizer afastado e/ou aposentado, era um papa muito, mas muito vaidoso. Até seus sapatos vermelhos da grife Prada, isso mesmo, grife Prada. Isso, aquela mesma do filme.

 

Se o diabo veste Prada, o papa também veste.


Outro processo também nebuloso na história da igreja é colocar culpa e medo na cristandade ocidental. Isso é terrível, triste e aterrador. Já falei aqui sobre a culpa diversas vezes e sobre o medo também.

 

Ela, a igreja, utiliza de técnicas mais aprimoradas para por medo, mas no fundo no fundo o que ela deseja é te pegar pelo cabresto e te acorrentar numa prisão onde temos um Deus que é libertador.

 

Procurar seguir o caminho do bem, procurar entrar na porta estreita e tentar ser uma pessoa melhor a cada dia é o que devemos seguir. O resto é tudo conversa pra boi dormir.

 

O corpo da Igreja jamais rejeitará o mínimo, o corpo do irmão, haja vista nos primórdios ter rejeitado o máximo: o corpo de Cristo.

Randerson Figueiredo

 

Acredito que nossa oblação a Deus é mais que possuir coisas ou títulos seja de que categoria for, é tentar fugir das dificuldades, socorrer a nós mesmos e se der tentar socorrer o outro.

 

A igreja mesmo enterra a si própria, com sua arrogância e endeusamento de falsos profetas/padres que buscam a todo custo serem mais que o próprio Deus.

 

Um querido amigo do facebook, JD Lucas, no dia 21 de outubro disse algo que considerei muito interessante: o que encanta o evangélico não é o Cristo, é o drama da cruz. São capazes de crucificar o salvador novamente apenas para que o simulacro finja cumprir seu drama coletivo preferido. São de uma pobreza espiritual profunda, e compensam isso engajando-se na fabricação desse gozo mitológico fundamentalista, contra o qual nenhum discurso racional é eficaz.

Concordo plenamente. Esse meu amigo é um grande pesquisador, também na área de psicologia profunda e profissional do texto. Faz um lindo e especial trabalho no cuidado com cães e gatos abandonados em situações precárias em Belford Roxo no Rio de Janeiro.

 

É um trabalho que nos dignifica, lindo e maravilhoso esse trabalho.

 

Acredito ser por esse motivo que nos apegamos tanto às coisas. Somos tão apegados ao dinheiro, aos bens materiais e outras tantas situações.

 

Depois de escrever mais de 6 páginas hoje no Word, espero que esse artigo/desabafo possa abrir mais os nossos olhos, e que possamos enxergar um Deus mais misericordioso para com todos e uma igreja mais acolhedora e humana, no melhor sentido da palavra, já que se diz santa e pecadora.

 

Já que tudo é justificado em Seu nome...

 

Até a próxima, se Deus quiser.

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