A CULPA É DA SUA MÃE!
Olá nobre leitor desta plataforma, da plataforma Saber Jung.
Hoje estou aqui para abordar o tema culpa e sobre mãe.
Quantas e quantas pessoas já não falaram que a culpa de sua vida desafortunada é culpa dos seus pais? Ou culpa especialmente não o pai, mas a sua mãe...
A mãe ocupa um lugar de destaque na sociedade: de cobranças, de tristezas e principalmente de culpa. Esta última objeto de análise do nosso texto de hoje.
Antes de mais nada, a postagem de hoje é uma singela homenagem a minha querida mãe, que ontem completou mais uma primavera, ficou um pouquinho mais experiente. Essa postagem é dedicada a você, minha amada mãe.
Primeiro eu desejo salientar que a mulher, seja ela mãe ou não encontra-se em uma grande desvantagem em relação a nós homens, pois já abordei aqui nesta plataforma que a mulher encontra-se equiparada à imagem da Virgem Maria, a uma imagem de mulher imaculada, abnegada e santa.
Essa imagem ao invés de trazer benefícios traz malefícios, e muitos.
A imagem da imaculada, macula a imagem da mulher de diversas maneiras, a primeira e mais crucial delas é a de que essa imagem é inatingível, só por esse motivo a mulher já poderia jogar a toalha.
Não obstante, a mulher se torna mãe, aí suas responsabilidades dobram, multiplicam e quando não triplicam. Essa sina que a mulher carrega nas costas é a base de sustentação de nossa sociedade. Infelizmente.
Ao contrário de nós homens, quando agimos quase sempre com uma responsabilidade que vai atingir os pés, é sempre tratado com uma desculpa qualquer: ah mas ele era muito jovem, não tinha qualquer senso de responsabilidade. Dão com os ombros.
E assim a humanidade caminha rumo ao desfiladeiro.
Quanto de nós homens não abandonaram suas mulheres, para arriscar outra vida, outro momento, por acreditar que a vida que levavam era uma vida banal e sem emoções?
O patriarcado é o principal mentor de tudo isso, para nossa desgraça.
E principalmente para a desgraça das mulheres que ousam em ser mães, que ousam ter um futuro com seus filhos, que ousam ter uma família.
Se você é mulher e está lendo este texto, saiba que sua luta também é minha luta, sempre foi e sempre será, por isso eu utilizo a audiência deste blog para passar todas essas informações pertinentes e verdadeiras.
A mulher carrega a nossa sociedade nas costas. E Com muita bravura, mas essa bravura jamais deverá ser confundida com um discurso piegas de que mulher nasceu para sofrer.
Negativo, negativo mesmo! Devemos respeitar sempre.
E como já mencionei, quando se torna mãe, tudo fica pior, mais sombrio, mais arredio e metafórico. Alguém pode dizer: você tem que aguentar tudo, você é mãe! Não é bem assim. Não é assim.
Como ser mãe fosse ser um ato somente de emoções.
Não, ser mãe é ser muito mais do que isso, é um gesto revolucionário.
Toda vez que vejo uma mulher grávida eu penso: ali dentro daquela barriga vai um milagre da vida. A mulher é o próprio milagre que antecede o nosso nascimento, pois a natureza é feminina.
E quando vejo homens que não cumprem a maternidade junto com sua mulher aparece em mim os sentimentos mais repugnantes e primitivos, sentimentos de pura raiva e mágoa.
A culpa é um sentimento muito complicado, muito mesmo.
Ela faz com que você se sinta supervalorizado, inconscientemente ou dependendo da situação conscientemente falando, porque não? Sabe-se lá qual ser humano estamos tratando?
É um sentimento de onipotência, de supervalorização. É isso.
O melhor caminho não é culpabilizar essa ou outra pessoas, mas tratar com responsabilidade aquilo que de fato somos ou não responsáveis por tal atitude ou situação.
Culpar no caso a mãe ou quem quer que seja não é o melhor caminho.
Devemos antes de mais nada reconhecer nossas imperfeições e como já disse tomar as rédeas da situação através da responsabilidade.
Tem uma obra que sempre gosto de indicar chamada O SENTIMENTO DE CULPA de Júlio Walz e Paulo Sérgio Rosa Guedes. Essa obra é excelente e trata com cuidado sobre esse tema espinhoso.
Quando a culpa recai sobre a mãe é algo mais delicado ainda. A vida vai te tratar como você trata a sua mãe.
A mãe não tem culpa de absolutamente nada, nada mesmo. Muito pelo contrário, foi ela quem te trouxe ao mundo, quem te deu à luz e te mostrou a caminhada.
E sem contar as mães que trabalham fora o dia inteiro para proporcionar o melhor para seus filhos, essas aí merecem de fato o céu.
É justamente o caso da minha mãe.
Se minha mãe é culpada de alguma coisa vou elencar:
- De ter me dado à luz com amor;
- De ter procurado ter feito o melhor pra mim;
- De ter me proporcionado amor;
- De ter colaborado para eu ser o que sou hoje;
- De com todas as forças ser uma mulher aguerrida e fiel aos seus preceitos.
Colocar a culpa seja do que for em alguém é vil. E principalmente quando esta pessoa é você mesmo, porque aí você vai remoer aquilo com um ar de superioridade.
E vai piorar tudo, sempre.
Eu me considero um homem feminista, sim, o feminismo é necessário. Sempre será, principalmente numa sociedade em que supervaloriza as atitudes preconceituosas de nós homens.
Isso é péssimo, me sinto mal, muito mal com tudo isso.
Sei que hoje o texto está com muita seriedade, não fiz nenhuma brincadeira, mas é porque o assunto merece que sejamos sérios.
Sobre a mulher não merece que se recaia nenhum vestígio de culpa.
Absolutamente nada, pois a culpa não as pertence. A mulher, mais do que nós homens, é um ser divino realmente. Um ser pujante e verdadeiro, que merece todas honrarias e gratidão.
Nós homens sim, devemos nos responsabilizar por tudo que as fizemos passar diante de uma sociedade patriarcal e misógina, uma sociedade que privilegia as nossas perversidades e materialismos.
E para reparar um pouco tudo isso, de minha parte, já que sou homem tento fazer um pouco o que devo fazer, o que sinto responsável por de fato fazer.
Todos nós somos um pouco responsáveis por tudo que acontece.
E cabe a mulher, com a sororidade que ela fizer, tecer novas teias, tecer novas tramas em busca de uma sociedade mais confortável e mais tranquila para se viver.
Dedico esta postagem a minha querida e amada mãe, muito obrigado mãe, por tudo, sem você jamais teria chegado onde cheguei, jamais teria esse senso de responsabilidade e verdade.
Muito obrigado, te amo do fundo da minha alma.
Até a próxima.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ISBN: 9788590764007
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Brochura
FORMATO: 13 x 19
PÁGINAS: 121
ANO DE EDIÇÃO: 2007
ANO COPYRIGHT: 2007
EDIÇÃO: 1ª



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