A CULPA É DA SUA MÃE!

outubro 22, 2022 Randerson Figueiredo 0 Comments

 

Olá nobre leitor desta plataforma, da plataforma Saber Jung.

 

Hoje estou aqui para abordar o tema culpa e sobre mãe.

 

Quantas e quantas pessoas já não falaram que a culpa de sua vida desafortunada é culpa dos seus pais? Ou culpa especialmente não o pai, mas a sua mãe...

 

A mãe ocupa um lugar de destaque na sociedade: de cobranças, de tristezas e principalmente de culpa. Esta última objeto de análise do nosso texto de hoje.

 

Antes de mais nada, a postagem de hoje é uma singela homenagem a minha querida mãe, que ontem completou mais uma primavera, ficou um pouquinho mais experiente. Essa postagem é dedicada a você, minha amada mãe.

 

Primeiro eu desejo salientar que a mulher, seja ela mãe ou não encontra-se em uma grande desvantagem em relação a nós homens, pois já abordei aqui nesta plataforma que a mulher encontra-se equiparada à imagem da Virgem Maria, a uma imagem de mulher imaculada, abnegada e santa.

 

Essa imagem ao invés de trazer benefícios traz malefícios, e muitos.

 

A imagem da imaculada, macula a imagem da mulher de diversas maneiras, a primeira e mais crucial delas é a de que essa imagem é inatingível, só por esse motivo a mulher já poderia jogar a toalha.

 

Não obstante, a mulher se torna mãe, aí suas responsabilidades dobram, multiplicam e quando não triplicam. Essa sina que a mulher carrega nas costas é a base de sustentação de nossa sociedade. Infelizmente.

 

Ao contrário de nós homens, quando agimos quase sempre com uma responsabilidade que vai atingir os pés, é sempre tratado com uma desculpa qualquer: ah mas ele era muito jovem, não tinha qualquer senso de responsabilidade. Dão com os ombros.

 

E assim a humanidade caminha rumo ao desfiladeiro.

 

Quanto de nós homens não abandonaram suas mulheres, para arriscar outra vida, outro momento, por acreditar que a vida que levavam era uma vida banal e sem emoções?

 

O patriarcado é o principal mentor de tudo isso, para nossa desgraça.

 

E principalmente para a desgraça das mulheres que ousam em ser mães, que ousam ter um futuro com seus filhos, que ousam ter uma família.

 

Se você é mulher e está lendo este texto, saiba que sua luta também é minha luta, sempre foi e sempre será, por isso eu utilizo a audiência deste blog para passar todas essas informações pertinentes e verdadeiras.

 

A mulher carrega a nossa sociedade nas costas. E Com muita bravura, mas essa bravura jamais deverá ser confundida com um discurso piegas de que mulher nasceu para sofrer.

 

Negativo, negativo mesmo! Devemos respeitar sempre.

 

E como já mencionei, quando se torna mãe, tudo fica pior, mais sombrio, mais arredio e metafórico. Alguém pode dizer: você tem que aguentar tudo, você é mãe! Não é bem assim. Não é assim.


Como ser mãe fosse ser um ato somente de emoções.

 

Não, ser mãe é ser muito mais do que isso, é um gesto revolucionário.

 

Toda vez que vejo uma mulher grávida eu penso: ali dentro daquela barriga vai um milagre da vida. A mulher é o próprio milagre que antecede o nosso nascimento, pois a natureza é feminina.

 

E quando vejo homens que não cumprem a maternidade junto com sua mulher aparece em mim os sentimentos mais repugnantes e primitivos, sentimentos de pura raiva e mágoa.

 

A culpa é um sentimento muito complicado, muito mesmo.

 

Ela faz com que você se sinta supervalorizado, inconscientemente ou dependendo da situação conscientemente falando, porque não? Sabe-se lá qual ser humano estamos tratando?

 

É um sentimento de onipotência, de supervalorização. É isso.

 

O melhor caminho não é culpabilizar essa ou outra pessoas, mas tratar com responsabilidade aquilo que de fato somos ou não responsáveis por tal atitude ou situação.

 

Culpar no caso a mãe ou quem quer que seja não é o melhor caminho.

 

Devemos antes de mais nada reconhecer nossas imperfeições e como já disse tomar as rédeas da situação através da responsabilidade.

 

Tem uma obra que sempre gosto de indicar chamada O SENTIMENTO DE CULPA de Júlio Walz e Paulo Sérgio Rosa Guedes. Essa obra é excelente e trata com cuidado sobre esse tema espinhoso.


Quando a culpa recai sobre a mãe é algo mais delicado ainda. A vida vai te tratar como você trata a sua mãe.

 

A mãe não tem culpa de absolutamente nada, nada mesmo. Muito pelo contrário, foi ela quem te trouxe ao mundo, quem te deu à luz e te mostrou a caminhada.

 

E sem contar as mães que trabalham fora o dia inteiro para proporcionar o melhor para seus filhos, essas aí merecem de fato o céu.

 

É justamente o caso da minha mãe.

 

Se minha mãe é culpada de alguma coisa vou elencar:

 

- De ter me dado à luz com amor;

- De ter procurado ter feito o melhor pra mim;

- De ter me proporcionado amor;

- De ter colaborado para eu ser o que sou hoje;

- De com todas as forças ser uma mulher aguerrida e fiel aos seus preceitos.

 

Colocar a culpa seja do que for em alguém é vil. E principalmente quando esta pessoa é você mesmo, porque aí você vai remoer aquilo com um ar de superioridade.

 

E vai piorar tudo, sempre.

 

Eu me considero um homem feminista, sim, o feminismo é necessário. Sempre será, principalmente numa sociedade em que supervaloriza as atitudes preconceituosas de nós homens.

 

Isso é péssimo, me sinto mal, muito mal com tudo isso.


Sei que hoje o texto está com muita seriedade, não fiz nenhuma brincadeira, mas é porque o assunto merece que sejamos sérios.

 

Sobre a mulher não merece que se recaia nenhum vestígio de culpa.

 

Absolutamente nada, pois a culpa não as pertence. A mulher, mais do que nós homens, é um ser divino realmente. Um ser pujante e verdadeiro, que merece todas honrarias e gratidão.

 

Nós homens sim, devemos nos responsabilizar por tudo que as fizemos passar diante de uma sociedade patriarcal e misógina, uma sociedade que privilegia as nossas perversidades e materialismos.

 

E para reparar um pouco tudo isso, de minha parte, já que sou homem tento fazer um pouco o que devo fazer, o que sinto responsável por de fato fazer.

 

Todos nós somos um pouco responsáveis por tudo que acontece.

 

E cabe a mulher, com a sororidade que ela fizer, tecer novas teias, tecer novas tramas em busca de uma sociedade mais confortável e mais tranquila para se viver.

 

Dedico esta postagem a minha querida e amada mãe, muito obrigado mãe, por tudo, sem você jamais teria chegado onde cheguei, jamais teria esse senso de responsabilidade e verdade.

 

Muito obrigado, te amo do fundo da minha alma.

 

Até a próxima.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 

TÍTULO: O SENTIMENTO DE CULPA - 1ª ED.(2007)

ISBN: 9788590764007

IDIOMA: Português

ENCADERNAÇÃO: Brochura

FORMATO: 13 x 19

PÁGINAS: 121

ANO DE EDIÇÃO: 2007

ANO COPYRIGHT: 2007

EDIÇÃO: 1ª

 AUTORES: Paulo Sergio Rosa Guedes | Julio Cesar Walz

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