PRECISAMOS FALAR SOBRE SUICÍDIO – POSTAGEM ESPECIAL | DIA MUNDIAL DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

setembro 10, 2022 Randerson Figueiredo 0 Comments

 

Olá leitor desta plataforma, como está? Espero que bem.

 

Não poderia deixar de postar hoje, afinal, a data de hoje refere-se a uma data importantíssima, de prevenção ao suicídio. E eu como pesquisador e estudioso da psicologia, não só analítica, não poderia deixar de falar com você sobre esse assunto tão delicado e tão avassalador que é sobre o extremo que o sofrimento pode levar.

 

Como já mencionei, meu tempo está escasso, mas sempre em datas importantes como a de hoje jamais deixarei de abordar temas relevantes. O de hoje é um deles.

 

O suicídio é o extremo a que a doença pode levar como já mencionei, e é muito mais comum do que imaginamos: a cada quarenta segundos, alguém tira a própria vida.

 

Para o filósofo argelino Albert Camus, só existe um problema filosófico verdadeiramente sério. Que é justamente o que estamos a tratar na postagem de hoje.

 

A obra que Camus aborda essa temática é o Mito de Sísifo – Ensaio sobre o absurdo. O filósofo que tinha umas querelas políticas com Sartre trata sobre essa problemática de forma bastante contundente, filosoficamente falando, claro.

 

Eu gostaria de dizer que discordo do Camus nesse sentido.

 

A meu ver, a maior problemática é o sofrimento humano, não é sobre o ato em si, mas como se lida com o sofrimento, sobre a maldade humana e a verdadeira importância que se dá a dor que tanto nos aflige.

 

Eu antes de escrever este texto pesquisei bastante. Li uma obra acredito de extrema relevância sobre o assunto, chamada: UM CRIME DA SOLIDÃO – REFLEXÕES SOBRE O SUICÍDIO de Andrew Solomon.

 

Esse autor, o Andrew Solomon já é conhecido, autor de O DEMÔNIO DO MEIO-DIA, uma obra que discute com sensibilidade e empatia sobre a depressão.

 

Este último livro citado é um divisor de águas sobre depressão.

 

Um assunto também extremamente delicado, pois afeta milhões de pessoas no mundo todo, e que não é tratado com a seriedade devida, já que é relegado muitas vezes como frescura e/ou preguiça.

 

Pôr fim a própria vida é o extremo ato da dor.

 

Esse ato é um dos pontos do sofrimento humano. Por isso que eu discordo do filósofo Camus, antes de tratar sobre esse extremo ato, devemos antes de mais nada saber como lidar com o nosso sofrimento.

 

Porque quem pratica tal situação, quer sempre se libertar da dor e não da vida. Devemos sempre estar atentos aos sinais que são liberados inconscientemente aos que estão ao redor:

 

- Muitas vezes é dito que se tem vontade de dormir e não acordar mais;

- Fazer uma longa viagem;

- Que está cansado de tudo e que não tem mais vontade de viver;

- Sente que não serve mais para este mundo.

 

Nessa obra, do Andrew Solomon, aborda várias situações e dá vários exemplos de personalidades que praticaram o suicídio. Como por exemplo Robin Williams, Sylvia Plath e David Foster Wallace, e ainda Virginia Woolf, que “tentou salvar-se pela arte”, mas que sofria de um mal clínico intolerável e escolheu a água como um meio de morrer.

 

Nós jamais devemos julgar quem quer que seja, jamais.

 

Alguns dados estatísticos são colocados na obra de Solomon:

 

- Homossexuais são algumas vezes mais predispostos à depressão e ao suicídio, principalmente os que "não saíram do armário";

- Suicídios de pessoas eminentes (Anthony Bourdain, Kate Spade, David Foster Wallace) criam suicídios por imitação, e houve aumento de quase 10% nas taxas de suicídio após a morte de Robin Williams;

- A privação de sono, mal do qual 1/3 dos americanos padecem, tem efeito devastador sobre a saúde mental e pode ajudar explicar a alta de suicídios;

- Sendo o suicídio um ato impulsivo, com a dificuldade de ter em mãos o meio para se matar as pessoas podem desistir da ideia. Ou seja, controle de armas ajuda a diminuir taxas de suicídio -- enquanto somente 10% dos que tentam overdose de comprimidos conseguem se matar, quem tenta com arma de fogo obtém êxito em 90% dos casos.

 

Devemos ter empatia sempre. Devemos ter um olhar acolhedor, cordial e sincero. Sempre com o intuito de ajudar, de colaborar, de ofertar uma palavra amiga.

 

Agora vai o meu apelo: se você que está a ler esta postagem se sente extremamente cansado de tudo, está exaurido e sente que suas forças se esvaíram procure ajuda clínica/médica: psiquiatra, psicólogo e/ou psicanalista. Com urgência! Por favor.

 

Por favor, não deixe de procurar ajuda.

 

Tem também o CVV, que você pode ligar da sua residência. O número é o 188, ou acesse o site - https://www.cvv.org.br/


Sei que os amigos são muito importantes, mas nada substitui uma colaboração de um profissional da área PSI. Eles sabem como levar o paciente da melhor forma possível, pois atendem com empatia, solidariedade e técnicas necessárias a salvar vidas realmente.

 

O amigo não substitui um profissional e vice-versa.

 

Desejo salientar que NÃO SOU PROFISSIONAL DA ÁREA PSI, NEM PSIQUIATRA, PSICÓLOGO E PSICANALISTA. Estou aqui como facilitador desse assunto tão delicado e que sempre merece nossa atenção e empatia.

 

Meus sinceros sentimentos aos familiares dos que se foram diante desse ato extremo, e volto a dizer, foi uma tentativa de se libertar de algo que aprisionava, que dilacerava a alma. Jamais julgar, jamais.

 

Você jamais está sozinho, acredite nisso. Eu também já passei por essa dor com um grande amigo de infância, e só quem já passou sabe o que sente.

 

Até a próxima caro leitor. Até a próxima.

 

Indicação de leitura:

 

Um crime da solidão: Reflexões sobre o suicídio

Autor: Andrew Solomon

Editora: ‎Companhia das Letras; 1ª edição (9 novembro 2018)

Idioma: ‎Português

Capa comum: 112 páginas

ISBN-10: ‎853593183X

ISBN-13: ‎978-8535931839

Dimensões: ‎20.8 x 13.8 x 1.2 cm

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