DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO – ANÁLISE DE FILME
Hoje será o dia de analisar um bom filme.
A película que apresento no blog Saber Jung hoje é fabulosa: De repente, no último verão. Com Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn e Montgomery Cliff nos papéis principais.
Para começo de conversa, o filme é um verdadeiro teatro filmado.
Para quem gosta de bons diálogos e diálogos afiados é uma boa pedida. Eu assisti ao filme já faz alguns anos e sempre tive vontade de comentar por aqui pela maestria das abordagens da trama.
O filme é uma adaptação de uma peça de Tenesse Williams, o que configura toda uma caracterização teatral ao longa. Para a época considero um filme marcante devido a tocar na ferida de importantes questões sociais.
Como disse, assisti ao filme faz um tempo, assisti à época no canal por assinatura Telecine Cult, onde passa na sua grande maioria filmes um tanto quanto raros.
Como o filme deve ser um pouco difícil de encontrar, acredito que nas casas especializadas, se é que ainda tem, eu vou falar sobre a trama...
Bem, o filme retrata sobre homossexualismo, assassinato e lobotomia. Uma mãe controladora da aristocracia norte-americana interpretada por Hepburn assume as rédeas da família ao impedir que a história de seu filho Sebastian venha à tona.
Seu filho foi assassinado na Espanha, e sua sobrinha Catherine Holly (Elizabeth Taylor) sabe como tudo aconteceu e tenta silenciá-la ao tentar aplicar um procedimento chamado de lobotomia, pois ela supostamente tem crises de psicose.
Violet Venable (Ketrarine Hepburn) na verdade tem medo que a homossexualidade de Sebastian manche a história da família e interna sua sobrinha no hospital psiquiátrico do Dr. John Cuckworics (Montgomery Cliff).
Para a época eu percebi que as temáticas foram tratadas com muita sutileza, muita delicadeza por parte do diretor. O próprio Sebastian só aparece em sombras, o que evidencia o fato da temática gay ser um grande tabu.
Essa produção é um clássico para quem gosta de cinema de verdade.
Ótima direção, excelentes diálogos e interpretações de primeira.
Intenções obscuras, traumas destruidores, comportamentos controversos/odiosos e difíceis decisões. Os ricos personagens tornam tudo bastante intrigante.
A atmosfera diferenciada e misteriosa casa muitíssimo bem com as complexas personalidades, que se tornam mais e mais controversas com o andamento do longa.
Os diálogos cortantes e as longas sequências de caráter emocional poderoso são o ponto alto de "De Repente, No Último Verão". Vale muito a pena assistir ao filme.
Essa foi a análise de hoje. Espero que tenha gostado. Sempre que for possível trarei para a plataforma filmes um tanto quanto raros, mais antigos por assim dizer, mas as películas mais contemporâneas também farão parte deste blog.
Até a próxima.
Detalhes técnicos
Ano de produção - 1959
Tipo de filme - longa-metragem
Idiomas - Inglês
Cor - Preto & Branco

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