O GRITO DOS EXAURIDOS – POSTAGEM ESPECIAL 7 DE SETEMBRO

setembro 07, 2021 Randerson Figueiredo 0 Comments

 


Olá nobre leitor desta plataforma, como tem passado? Espero sinceramente que bem, esse é meu desejo.

 

Primeiro desejo oferecer uma satisfação por não ser muito assíduo nos últimos tempos aqui no blog, ocupações acadêmicas são o cerne hoje da minha situação, o que me impede de estar muito presente na plataforma.

 

Hoje é o 199º aniversário de “independência” do Brasil e o dia do chamado grito dos excluídos. Sinceramente leitor, eu trocaria o nome de grito dos excluídos para grito dos exauridos.

 

Afinal todos estamos muito cansados em relação a tudo que está acontecendo, inflação absurdamente alta, alta do preço dos combustíveis, crise infindável na política (um egocentrismo político sem fim) e dentre outras situações.

 

E desde que eu me entendo por gente esse país vive em crise...

 

Por isso que colocaria sem nenhum remorso o atual grito como o dos exauridos, dos cansados, dos que lutam e lutam e nada alcançam, a não ser ficarem cansados.

 

Acredito que cada povo realmente tem o governo que merece, essa é uma grande verdade apregoada pelos grandes cientistas políticos e midas políticos das mais variadas castas.

 

E eu concordo!

 

Será que jamais iremos acordar do pesadelo que se instaurou no país?!

 

Uma crise que se apresenta somente para os mais necessitados, uma crise que tem rosto, que tem nome e que não tem voz diante dos mais abastados... Porque uma evidência concreta é que a pobreza se alastra mais rápido do que rastilho de pólvora, cresce exponencialmente enquanto que a riqueza dos mais afortunados se mostra cada vez mais latente e mais robusta a enlarguecer a conta dos que muito possuem em detrimento dos que nada têm.

 

Este texto é mais do que um texto de cunho político, mas é também um grito de um jovem escritor que também está cansado do desgoverno e das irremediáveis e infindáveis pisadas na bola de um governo bur(r)ocrata que faz diligências com o neoliberalismo batendo à porta com delicadeza dos plutocratas, enquanto escancara, levando a bancarrota os que já não tem nada a oferecer, a não ser o suor do seu trabalho.

 

Vou pular a parte sobre Karl Marx e suas pomposas diretrizes sobre o proletariado, não concordo com muitas das suas visões, chego até dizer que é uma ditadura com um verniz, bem aplicado de liberdade, não há nada de liberdade na visão marxista, muito pelo contrário... É uma grande ditadura e das mais pesadas.

 

Sabe leitor, sempre fui a favor da liberdade de expressão, com tanto que não fira o direito do outro, porque quando fere deixa de ser liberdade e passa a ser maldade, maledicência, crueldade.

 

Passar a reprimir sem qualquer tipo de seleção os que manifestam mais do que seus interesses individuais, mas coletivos, estes sim serão sempre alvo de uma constante balbúrdia social.

 

Quantos intelectuais, pessoas de renome, artistas dos mais variados tipos foram perseguidos em diversos governos, muitos não é mesmo? Lembrei-me de um em especial: Milton Santos.

 

O grande geógrafo Milton Santos, detentor de 20 Doutor Honoris Causa e professor de diversas universidades pelo mundo todo foi extremamente perseguido. Para dar continuidade ao raciocínio do que estou a desenvolver, é autor de uma maravilhosa frase: existem apenas duas classes sociais, as do que não comem, e as do que não dormem com medo da revolução dos que não comem.

 

Para não dizer que não falei dos grandes... Dom Helder Câmara certa feita disse: quando alimento os pobres me chamam de santo, quando pergunto porque eles tem fome, me chamam de comunista.


Em todas as esferas, principalmente em relação aos que pensam haverá perseguição. Os que verdadeiramente combatem, que selecionam suas ideias e movimentam seus ideais estes sim serão perseguidos.

 

E o meu grito hoje vai para estas pessoas.

 

E em todo o mundo essa varredura social deu o ar da (des)graça. Nos Estados Unidos houve o aparecimento de Joseph MacCarthy, perseguiu até a sapateadora mirim Shirley Temple, aquela dos cachinhos, foi considerada subversiva aos 9 anos de idade. Perseguiu Charles Chaplin, tanto é que quando o Chaplin foi fazer o filme Um Rei em Nova York filmou na Inglaterra, filme já retratado aqui na plataforma.

 

O grito dos que estão cansados não é só para os que nada têm, não somente, mas principalmente àqueles que buscam por um ideal muito maior que define a sua existência e não só a sua vida.

 

Afinal somos metralhados a todo momento com uma enxurrada de péssimos hábitos, com ações desnecessárias e uma falta de educação de tirar os ânimos dos mais ávidos pelas mais dolorosas pilhérias.

 

Isso de certa forma cansa a todos nós.

 

Não temos pelo singelo hábito respeitar o outro, ah o respeito, o maior dos mosqueteiros, os outros são o amor, a paciência e a doçura. Quando estes mosqueteiros estão juntos não há erro.

 

Tudo começa com o respeito.

 

Outro hábito costumeiro que desejo abordar é que costumamos desdenhar das conquistas alheias, é como se fosse proibido ser feliz aqui no Brasil, você pode ser feliz, mas não mais do que eu. Existe cansaço maior do que esse?

 

É como se estivéssemos numa praia começássemos a nadar e nada. É um despeito sem tamanho, não valorizamos quem de fato merece, para fazer troça com o que não merece atenção.

Somos muitos excluídos, mas acima de tudo somos mais do que excluídos, exauridos de tanta trapaça, de tanta desfaçatez e de tantos atos hediondos que mancham a bandeira deste país.

 

Luto por um país melhor, um destes expedientes é aqui neste blog, que graças a Deus alcança milhares de pessoas Brasil e mundo afora. Se esta mensagem tocar pelo menos uma única pessoa já me dou por satisfeito.

 

Como bem diz a letra da música de Juízo Final de Nelson Cavaquinho: o sol há de brilhar mais uma vez, a luz há de chegar aos corações, o mal será queimada a semente, o amor será eterno novamente... Quero ter olhos pra ver... A maldade desaparecer...

 

Um ótimo feriado, e que nosso grito saia do mais profundo dos corações.

 

Até a próxima.

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