SOBRE A PERCEPÇÃO FIGURA-FUNDO | POR THIAGO HENRIQUE ARAÚJO

maio 30, 2021 Randerson Figueiredo 0 Comments

 

Olá prezado leitor do blog Saber Jung, muito bom dia!


Hoje será a estreia do psicólogo Thiago Henrique Araújo na plataforma, como já ficou acertado, ele irá adicionar conhecimento por aqui. Hoje ele irá abordar sobre a percepção figura-fundo, um conceito abordado principalmente na Gestalt-terapia de Fritz Perls e logoterapia de Viktor Frankl.

 

Então sem mais delongas vamos ao seu texto...


Como funciona a nossa percepção?

 

Olá, pessoal! Para iniciar esse assunto, gostaria de propor uma breve experiência:

 

Coloque sua mão com o dedo indicador apontado para cima a, pelo menos, 30 cm de distância do seu rosto, em frente dos seus olhos.

 

Agora, olhe para seu dedo com atenção. Você poderá perceber que o seu dedo é visto com nitidez, enquanto tudo o que se encontra atrás dele se desfoca. Agora faça o inverso: olhe com atenção para qualquer coisa que esteja atrás da linha do seu dedo. Essa coisa que agora está sendo olhada ganha nitidez e o dedo, mesmo estando mais perto dos olhos, desfoca.

 

Essa característica seletiva de nossa percepção é chamada pela Psicologia da Gestalt de "lei da segregação", mais especificamente, neste caso, a segregação figura-fundo.

 

Esse conceito é bastante explorado por algumas teorias psicológicas, como a gestalt-terapia, de Fritz Perls e a logoterapia, de Viktor Frankl.

 

O que experienciamos em nossas vidas basicamente segue esse padrão.

 

Perls exemplifica que quando vamos a alguma festa, tendemos a colocar nossa atenção naquilo que temos interesse, no que nos motiva a estar ali de modo que, para alguns, o interesse é a bebida, para outros é o flerte e para outros a música, por exemplo. Essas seriam as "figuras" que se sobressaem do fundo de um contexto todo chamado "festa".

 

Já Viktor Frankl, que tem na base de sua teoria o sentido-significado como força motriz da existência, diz que a percepção de encontrar um sentido tem efeito semelhante. O sentido seria uma "figura" (algo a ser realizado ou contemplado) que emerge de um "fundo" de possibilidades oferecidas por uma situação dada. Este sentido, como parte da experiência, é encontrado por uma pessoa concreta numa situação concreta (contexto).

 

Assim como Perls diz que a percepção só não organiza a experiência quando há total falta de interesse/motivação na situação vivida, podemos entender que o vazio existencial de Frankl se dá da mesma forma: quando não temos mais interesse/motivação pela vida através da perda radical de sentido.

Texto de Thiago Henrique Araújo

Psicólogo clínico

CRP: 06/121066

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