QUE MAL EU FIZ A DEUS? – ANÁLISE DE FILME
Muito bom dia leitor do Saber Jung.
Hoje será a vez da série Análise de Filme, e será a película francesa “Que mal eu fiz a Deus?”, um filme excelente, divertidíssimo e muito, mas muito atual.
Como sempre faço, vou apresentar a sinopse:
O casal Verneuils tem quatro filhas. Tradicionais, conservadores, católicos e um pouco preconceituosos, eles não estão felizes, pois três de suas filhas se casaram com homens de diferentes nacionalidades e religiões. Quando a caçula anuncia o seu casamento com um católico, o casal fica nas nuvens e toda a família vai se reunir. Mas logo descobrirão que nem tudo é como sonharam.
Muito bem dirigido por Philippe de Chauveron, a comédia francesa é uma delícia. Tão boa quanto eu esperava. Já havia assistido há algum tempo, mas só hoje resolvi escrever a resenha.
Claude (Christian Clavier) e Marie (Chantal Lauby) formam um casal de meia idade, com a vida estabilizada e quatro filhas lindas: Isabelle, Odile, Ségoléne e Laure (Elodie Fontan). As três primeiras casam logo no início do filme, com intervalos de um ano cada. Infelizmente nenhuma casa com um católico.
Os genros do casal são o advogado argelino muçulmano Rachid, o empresário judeu David e o bancário chinês Chao. É perceptível que nas reuniões familiares não há paz alguma. Todos implicam com todos, com piadinhas e atos preconceituosos.
O bom desse filme é justamente a mistura de todos os tipos que a globalização propõe, praticar a tolerância e o respeito. Por isso indico esse filme que é muito interessante.
Até que um dia as irmãs conversam e resolvem junto com seus maridos firmarem um acordo de paz entre si, e Marie conversa com Claude e tenta convencê-lo de que uma família unida vale muito mais.
O natal se aproxima e Marie convida todos para a ceia, Claude tenta se segurar para não dizer o que realmente pensa de todos. Até que todos vão à igreja e entoam hinos de natal, já imaginou um judeu, um muçulmano e um chinês entoando hinos de natal?
A comédia fez muito sucesso na França e levou mais de 12 milhões de pessoas aos cinemas. Tem situações bem engraçadas, dentro de um contexto muito atual.
Até que a irmã caçula diz que também vai casar, a primeira coisa que os pais perguntam é se o noivo é católico, ela diz que sim, mas nem tudo será como planejado.
Ele é de fato católico e ator, mas pertence a uma tribo africana.
As piadinhas são ditas até pelos vizinhos: “Olhem só quem chegou, a família Benetton!” Ou pelo próprio Charles: ” Você não me disse que seus pais eram brancos!” Ou do cunhado David quando compara a situação ao filme “O Resgate do Soldado Ryan”.
As famílias irão se conhecer e muitas situações embaraçosas irão acontecer. O filme gira em torno principalmente do preconceito em vários níveis.
Até mesmo com uma das filhas de Marie e Claude, ela tem depressão e é artista plástica, ele tem dificuldade em lidar com a filha, ela os presenteou com um quadro e ele só pendura o quadro na parede quando ela vai visita-los, não acha que ela pinta tão bem assim.
Num dos momentos de briga de Claude e Marie, ele reclama que agora ela só quer saber de zumba. E então vemos as mulheres se exercitando com um personal.
O filme é de uma inteligência, de uma comédia sem fim, muito bom mesmo. Vale muito a pena assistir e refletir sobre nossos preconceitos, pontos de tolerância e diferenças culturais.
Se você tem a rede de filmes streaming NetFlix pode assistir por lá, ainda está no catálogo.
Um abraço e até a próxima.
Trailer:
Ficha técnica

Lançamento: 6 de agosto de 2015
Duração: 1h 37min
Gênero: Comédia
Direção: Philippe de Chauveron
Elenco: Christian Clavier, Chantal Lauby, Ary Abittan
Nacionalidade: França


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