A COOPERAÇÃO DAS FORMIGAS – FILOSOFANDO
Elas surgiram há 80 milhões de anos, são exemplos de cooperação, de desenvolvimento e obtiveram sucesso em colonizar quase todas as regiões do mundo.
As formigas a meu ver representam um ótimo modelo para nos inspirarmos em seu desenvolvimento, na sua forma de vida, como elas se organizam.
Por isso que o Filosofando de hoje será sobre a vida das formigas e o que podemos tirar de proveito em sua organização.
Pertencem à família Formicidae, são insetos com exoesqueleto impermeável, três pares de pernas e o corpo dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome.
Num formigueiro existem fêmeas estéreis chamadas de operárias e uma única fértil: a Rainha. A Rainha, claro realiza o chamado “voo nupcial” na qual se acasala com os machos, depois eles morrem e fecunda os ovos, os não fecundados dão origem aos machos e os fecundados dão origem as fêmeas: as operárias.
Depois disso tudo há um longo processo de divisão do trabalho. Justamente o ápice do nosso texto, quando as formigas entram em cena no sentido de cooperação.
O formigueiro tem estruturas muito complexas e é próximo a fonte de alimentos nos quais eles são construídos. Deve ser seco e bem protegido.
As formigas são insetos sociais e apresentam uma clara divisão das tarefas necessárias à manutenção das colônias. A rainha é responsável pela reprodução, ou seja, pela geração de novos indivíduos para o grupo.
As operárias realizam diversas tarefas, como coletar alimento, defender o formigueiro e cuidar das larvas e pupas. Os machos fertilizam as rainhas, durante o período de acasalamento, e morrem logo depois.
Os feromônios representam substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre as formigas. É através desse feromônio que as formigas alertam umas as outras sobre possíveis ameaças e alertas no geral sobre as colônias.
A maioria das espécies de formigas tem pouca ou nenhuma visão. Por outro lado, o olfato é bem desenvolvido. Combinando com sua falta de coordenação hierárquica, isso poderia fazer delas péssimas exploradoras, mas há uma forma incrivelmente simples pela qual as formigas maximizam a eficiência de suas buscas: modificando seus padrões de movimentos com base em interações individuais.
E o que de fato aprendemos com as formigas?
Interação é a palavra-chave. Afinal representam a maior unidade cooperativa do mundo. Pois suas características se aplicam ao coletivo e não ao individual, além de realizar a simbiose, que é uma cooperação com o meio ambiente.
Aprendemos o quanto necessitamos uns dos outros para progredir e realinhar nossas tarefas, seguir adiante na jornada à procura de melhorias.
Temos tantas habilidades e níveis hierárquicos, mas nossa habilidade de comunicação é deficiente. Nesse período de quarentena devemos tomar muito cuidado com nossas interações, não falo no sentido de precaução, mas no sentido de cooperarmos mesmo uns com os outros.
Se não aprofundarmos nossos esforços na constante busca do bem comum iremos sucumbir mais cedo ou mais tarde, e isso pode ser com diversos tipos de pessoas e obviamente classes sociais.
Com meu tio, com meu pai e mãe, com meu vizinho... Enfim, como podemos aprender com um dos animais mais complexos que a natureza nos brinda diuturnamente?
Como já foi citado no texto, sob diversos aspectos. A natureza tem muito a nos ensinar, principalmente as formigas. Como elas têm muito a nos ensinar só nos resta nos espelharmos na prodigiosa vida das formigas.
Até a próxima.


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