AS FACES DO FUNDAMENTALISMO
Não a tua verdade. A verdade. Vem comigo buscá-la. A tua, guarde-a.
Poeta espanhol Antonio Machado.
Olá, caro leitor desta plataforma.
Estava a pesquisar sobre a questão do Fundamentalismo e algo curioso aconteceu. Encontrei muita pesquisa somente no que diz respeito à questão religiosa.
Ao fundamentalismo religioso. Não à toa publico a postagem na data de hoje, 18 anos depois da queda das torres gêmeas do World Trade Center em 2001.
Não me espantei, haja vista, que depois do que aconteceu em 11 de setembro de 2001, quando muitos teóricos disseram que a história havia chegado ao fim, dois aviões se chocaram com as torres gêmeas, e um novo período havia começado de fato. O século XXI começara a partir dali.
Pois muito bem, meu propósito aqui nesta plataforma hoje será analisar as diversas “caras”, facetas do fundamentalismo e suas inserções na história.
Temos então alguns aspectos do fundamentalismo:
1 – Fundamentalismo Religioso
2 – Fundamentalismo Político
3 – Fundamentalismo Ideológico
1 – Fundamentalismo Religioso
2 – Fundamentalismo Político
O conceito de fundamentalismo começou exatamente na religião. No período do pós-guerra, primeira guerra mundial, por volta de 1920, a expressão foi definida por um pastor americano da igreja batista chamado Curtis Lee Laws.
Laws estava vinculado ao movimento protestante americano que era contrário ao segmento protestante liberal de fins do século XIX. Nesse sentido, o termo, na sua origem, era um movimento protestante para reafirmar os fundamentos da fé cristã.
Hoje em dia o fundamentalismo religioso está intimamente ligado a forma extrema dos princípios da sua religião e também porque não dizer está atrelado ao político.
Como disse no início do texto, depois do 11 de setembro o conceito de fundamentalismo religioso ganhou uma conotação cada vez mais exagerada.
Conceitos como xenofobia (aversão a estrangeiros) e islamofobia (aversão a quem faz parte do islamismo) ganharam cada vez mais destaque.
O fundamentalismo tem suas raízes não no ódio, mas no medo, o medo de um mundo moderno e mutante, em que tudo está em movimento, onde a realidade é transitória e com um final não definido, onde as certezas e os pilares mais sólidos parecem ter desaparecido.
Nesse sentido, é uma das faces do pós-modernismo.
A meu ver é essa a grande questão. E digo mais, o fundamentalismo está intimamente ligado a falta de esperança, ou seja, são sujeitos que agem no limiar da história a procura não de melhorar conceitos, mas de procurar solidificar conceitos antigos. Eles têm medo do novo.
Porque a meu ver, quando se tem esperança, você espera algo viável, algo possível de ser realizado, enquanto que o desejo por si só pode não ser.
O fundamentalismo é um destruidor nato da esperança.
Porque ele não possibilita mudança, melhoria; mas estagnação e a preservação de antigos conceitos que para muitos representam a consolidação de ideais.
Por exemplo, para o Islamismo, para muitos grupos islâmicos, existe o terrorismo: Hamas, Hezbollah dentre outros.
Uma dica de leitura é a historiadora inglesa Karen Armstrong, ex-freira, que hoje se dedica ao estudo das religiões, uma das maiores estudiosas do mundo, acredito que ela é a maior. Se você leitor, puder pesquisar os livros desta estudiosa não vai se arrepender.
Outro exemplo de fundamentalismo religioso foi feito há pouco tempo atrás com um documento assinado pelo então Cardeal Ratzinger, hoje papa emérito, chamado Dominus Jesus (2001) diz numa ideia altamente medieval que fora da igreja não há salvação.
É ou não é um exemplo de fundamentalismo?
Fora a questão dos judeus ortodoxos... A questão do Estado de Israel. E por aí vai...
Outra questão também que gostaria de salientar é o Destino Manifesto, dos EUA, que é um documento cunhado em 1845 pelo jornalista John O’Sullivan para justificar o expansionismo norte-americano como a anexação de parte do México.
Em 1900 o senador por Indiana, Albert Beveridge explicava: “Deus designou o povo norte-americano como nação eleita para dar início à regeneração do mundo”.
Outros Presidentes especialmente George W. Bush se remeteram a essa pretensiosa exclusividade. Ela justificou guerras de conquista especialmente no Oriente Médio. Barack Obama também não ficava atrás dessa prerrogativa.
Podemos perceber que politicamente esse fundamentalismo eles são ambíguos, tanto o religioso quanto o político. Um se compraz da ação do outro.
Em resumo concentrado. Os dois Ocidentes se imaginam os melhores do mundo: a melhor religião, a melhor forma de governo, a melhor tecnociência, a melhor cosmovisão.
Isso é fundamentalismo que significa: fazer de sua verdade a única e impô-la aos demais. Essa arrogância está presente no consciente e no inconsciente dos ocidentais.
Graças a Deus, criamos também um antídoto: a autocrítica sobre os males que esse fundamentalismo tem trazido para a humanidade. Mas não é compartilhado pela coletividade.
Agora a análise do último tipo de fundamentalismo.
3 – Fundamentalismo Ideológico
Um dos mais evidentes é a questão do marxismo. A meu ver um dos mais perigosos, até mais do que aquela velha querela entre cientistas e criacionistas. Entre Darwinistas e Deístas.
A meu ver o cristianismo e o marxismo tem um vínculo óbvio, em que os dois querem ver os pobres conquistarem o poder, a diferença é que para a fé cristã é um assunto escatológico, ou seja, vai além da história, enquanto que para o marxismo espera realizar dentro da história da humanidade.
Para um é uma questão de fé e para o outro de identidade, de justiça.
Já falei inclusive sobre esse assunto numa postagem aqui no blog.
Uma postagem bem interessante sobre esse assunto.
Você pode compreender melhor lendo esse texto acima, que Karl Marx caiu na própria ratoeira que ele armou. No texto acima deixo tudo bem esclarecido quanto as questões desta personalidade.
Então encerro o texto de hoje com estas explanações sobre a questão do fundamentalismo: religioso, político e ideológico.
E para finalizar com chave de ouro o texto de hoje encerro com um pensamento do velho amigo Carl Gustav Jung:
Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo.


0 Comments: