DEVANEIOS UTÓPICOS

novembro 15, 2018 Randerson Figueiredo 0 Comments




Hoje o texto será mais um desabafo do que um texto filosófico. Publiquei-o ontem (14/11/2018) numa dessas redes (anti)[s]sociais. Resolvi incrementá-lo aqui no blog, colocar mais alguns questionamentos.

Vamos ao texto...

Ah a morte! O que é a morte senão um abutre ao comer carne apodrecida? Não somos nada! Absolutamente nada nesse infinito de meu Deus...

Questionamentos tais como: quem sou, de onde eu vim e para onde vou? Perdem-se no vácuo a espera de respostas bem elaboradas e conceitos bem definidos.

O que temos hoje é uma panaceia de elucubrações infinitas que ecoam sem rumo...

Tudo pronto! Tudo prático! Tudo realizado e realizável! Nada basta quando tudo custa! Hoje temos tudo meio que pronto, acabado e sem sentimento. Tudo finito e vendável; tudo maculado!

Os sonhos perdem-se no anonimato... Tudo vira bosta como diz a vovó do rock Rita Lee. E mais do que isso, somos retardatários na antiga busca pelo ideal, pelo belo, pelo maravilhoso. Pelo conceitual!

Continuo a acreditar na humanidade assim como me ensinou Jesus Cristo e o Bhagavad Gita. O primeiro por demonstrar que a sua dialética, a da compaixão, semeia por entre os povos em busca não de notoriedade, mas de amor. O segundo por mostrar numa linguagem poética entre mestre e discípulo a beleza de importantes lições.

Amor! Palavra radical que quem tem, hoje esconde para parecer menos antiquado diante daqueles que nada tem a oferecer. Presencio tanto egoísmo, tanto radicalismo e fundamentalismo, não somente religioso, mas indubitavelmente no seu mais amplo contexto.

Parece-me que realmente Umberto Eco estava certo, as redes sociais favorecerem ao aparecimento cada vez mais assustador em progressão geométrica de idiotas.

E o que mais me apavora é que as boas pessoas estão doentes. Péssimas. Acamadas. E os que se fingem de bons estão por aí a destilar seu veneno. Com um verniz de bom caratismo e com uma polidez que é de fazer inveja aos mais puritanos.

Depressão, síndrome do pânico, transtornos dos mais variados acometem os que realmente desejam fazer o bem, não só eles claro, é importante que se diga.

Vivenciamos o luto dos que morreram mesmo estando vivos. São pessoas que lutam bravamente, mas que padecem de enfermidades nunca antes reveladas.

E os cruéis estão aí espargindo sua maldade sem limites, mal sabem eles que existe uma lei, a lei do retorno que irá cuidar de cada um sem dó nem piedade, afinal já que aqui é um mundo de sofrimento, cabe a cada um redimir o que melhor lhe aprouver.

Essas mesmas pessoas acham que enganam os outros. Mas energia não engana ninguém. Com energia não se brinca. Com a espiritualidade não se tolera subterfúgios.

Muitas vezes chegamos a pensar que nascemos para sermos felizes. Ledo engano... Nascemos para fazermos o outro feliz, e assim continuamos numa escala evolutiva a progredir. A entoar o cântico dos cânticos.

É como um casamento.

Se conseguirmos ser felizes aqui neste planeta é devido ao grau evolutivo de cada um, ao aprimoramento pessoal que cada um desempenha, ao papel que tentamos traçar aqui. Sempre em prol do outro.

Sim, temos contas a acertar com a vida, não com a morte. Deixo esta para depois. Afinal é o último processo para recomeço de tudo...

Mova a direção do teu caminho em prol do outro e verás que a tua colheita será um rastro de luz que encontrará a suprema felicidade – Randerson Figueiredo.

Os liames da vida chegarão até nós de forma sorrateira, como quem não quer nada, para cobrar cada centavo, cada tostão do que se é devido. Às vezes uma palavra maldita pode mudar toda a história. Sei que muitas vezes não é nossa culpa, mas não podemos nos isentar sempre.

Acredito e continuo a acreditar nas pessoas, afinal é para servir que estamos aqui, para nos ajudar. Muitos não entendem ou fingem não entender, mas é isso mesmo, e assim vamos levando...

Traçando novos caminhos e quebrando barreiras, pois nesta vida somos semeadores do amor e coletores da bondade, por mais que haja escuridão, a luz que brilha no infinito será sempre maior que a treva que ressoa ao anoitecer.

É importante reiterar: não nascemos para sermos felizes. A busca constante de felicidade pode gerar obviamente a mais perfeita infelicidade! Devemos escutar a nossa voz interior (daimon) e acreditar que dias sombrios são necessários para o surgimento dos dias de glória.

Afinal...

O sol só deixará de brilhar quando a escuridão dos teus dias sombrios forem maiores que a imensidão dos teus dias de glória – Randerson Figueiredo.

Até a próxima se Deus quiser.

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