A SUPERIORIDADE DOS CÃES RAIVOSOS – PEDAGOGIA DE DEUS

setembro 17, 2017 Randerson Figueiredo 0 Comments



“Quem tem medo em demonstrar suas fraquezas acaba por ter como primazia um vasto sentimento de superioridade.”
Randerson Figueiredo

Caro leitor, há quanto tempo não é verdade?

Vamos retomar a série Pedagogia de Deus?

O texto de hoje será alusivo ao questionamento: um cego não pode guiar outro cego, presente em Lc 6,39-42. Uma espécie de miniparábola que exemplifica nossa pretensão em agir de forma incoerente com o outro.

Incrível como temos a necessidade de nos mostrarmos preparados a dar conselhos a quem quer que seja, para demonstrarmos ser superiores a tudo e a todos.

Temos feridas dos mais variados tipos e tamanhos, mas demonstramos ser feitos de aço. Como se fossemos inquebrantáveis agimos de forma pretensiosa e admoestando o outro fazemos com que o próximo seja uma figura capaz de sanar nossas inquietudes.

Sanar no sentido de representar uma figura meramente ilustrativa para demonstrar nossa superioridade constante.

É uma pretensão inconsequente.

A pretensão de guiar o outro sem estar apto a isso.

Cegos guiando outros cegos. Vão é cair no buraco. No barranco.

Sempre questionei comigo mesmo: o ser humano tem uma necessidade incontrolável em demonstrar sua superioridade e faz isso com um requinte de crueldade sem tamanho.

É essa relação hipócrita que mina as relações.

Algo que não é transparente só tende a cair num lamaçal sem tamanho.

Negligenciamos nosso próprio bem-estar em prol de um conselho mal dado e uma vivência triste e errônea, levamos nosso irmão ao obscurantismo de uma triste realidade.

Tudo isso pra quê? Para demonstrarmos ser superiores.

Desejamos a todo instante sermos notados, elogiados e afagados com a pretensão que só existe eu e você naquele momento no planeta. Sinceramente meu amigo, isso é adoecedor.

Deixa qualquer um doente.

Porque enquanto o ego é massageado a realidade te massacra constantemente.

É uma espécie de relação custo x benefício, ou na pior das hipóteses: realidade x ilusão.

E voltando a questão do cego... A luz que nos guia sempre guiará será o Santo Evangelho, sempre! O eterno farol aceso a nos guiar para a estrada de uma nova esperança. Em busca de um novo caminho, em busca de uma nova luz.

Essa é minha percepção a respeito dessa passagem bíblica.

Espero que tenham gostado da nossa conversa de hoje...

Fique com Deus!


Fraternal abraço.

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