NAS PROFUNDEZAS DO MAR SEM FIM
O texto de hoje será bem reflexivo. Será sobre depressão e angústias dos mais variados tipos que assolam nossas vidas de forma quase sempre inesperada.
Quem de nós nunca sentiu uma grande tristeza capaz de te levar a nocaute logo no primeiro round?
É como se a tristeza entrasse em nosso ser de forma mordaz nas profundezas de um mar sem fim.
Ela chega sorrateiramente sem pedir licença e vai se instalando pouco a pouco e logo vai ganhando espaço e pronto... Quando menos se espera ela toma conta do seu ser.
Vejo a depressão desta forma:
“Como uma grande embarcação singrando um mar de melancolia prestes a soçobrar e sem coletes salva-vidas para nos salvar.”
A depressão está intimamente ligada a uma série de fatores, dentre eles de ordem orgânica e estressores ambientais que podem desencadeá-la.
Já que estamos falando de embarcação, a depressão funciona como uma âncora amarrada ao pescoço que te leva às profundezas de um mar de tristeza sem fim.
Mas é através dessa tristeza que podemos dar a volta por cima.
Assim como funciona como uma âncora pode funcionar como uma alavanca.
Remédios muitas vezes são necessários, psicoterapia e orações, mas nunca deixe morrer sua dignidade, afinal de contas o que nos espera senão enfrentar a realidade?
Acredito que nos tornamos depressivos principalmente com essa dura realidade que nos circunda. Claro que existem outros tantos motivos...
A sociedade é dura, cruel e muitas vezes perversa.
Mas como já citei Sartre com O inferno são os outros, o paraíso também são os outros a partir do momento que mudamos a estação, o seletor da frequência na qual nos encontramos.
Se estamos numa baixa frequência, resta-nos mudar a estação e ao invés de escutar uma MPB melancólica poderemos e devemos ouvir um samba por exemplo. Claro que esse foi apenas um exemplo banal.
Não há culpados nem vítimas. Apenas situações.
Apontar culpados não é a melhor saída.
Essa é a grande sacada da vida, saber que o que eu desejo para o outro também desejo pra mim, numa longa batalha de idas e vindas, num longo caminho interior nas profundezas do mar sem fim.


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