A GUERRA DOS CHACAIS SELVAGENS
“Não somos anjos nem demônios, somos os dois” – Carl Jung.
É nessa perspectiva que elaboro o texto de hoje.
Temos verdadeiros chacais dentro de cada um de nós. Chacais selvagens.
E esse assunto vai amealhando outros assuntos.
Como por exemplo somos inflamados a toda hora com elogios, parece que somos movidos a técnica do elogio, queremos ser bajulados, mimados, tratados como bibelôs super-hiper-mega sensíveis.
E quando esse bibelô quebra gera uma série de transtornos insustentáveis, um efeito dominó acontece, e aí já pode ser tarde demais. Esse efeito pode ocasionar um forte problema interno, que somente nós conhecemos, cada um de nós.
E tecendo outras histórias que se coadunam a esta aparece a fofoca. E não venha me dizer que não liga, pois você liga sim, se importa, se disser que não liga... Você é o que mais se importa com tudo isso.
A inveja também dá as caras nesse quesito, pois a maioria das pessoas dizem que são sempre invejadas, mas nunca invejosas... Já reparou nisso?
E tudo isso vai contando pontos para que os chacais internos fiquem revoltados, acelerados, muito estressados.
Somos observados a todo momento e temos porque temos que mostrar algo a alguém, e esse alguém inclui nós mesmos, sim porque não?
Nesse ínterim surgem os problemas baseados tecnicamente em questões emocionais e financeiros, este ligado ao mundano aquele ao espírito.
A o espírito...
Somos cada vez mais subjugados ao apelo do erotismo do cifrão ao passo que espiritualmente falando atrasados no amor com o irmão.
Essa é nossa sina, mas que pode ser mudada, não é o carma mas com o carma, compreende? Nossa jornada requer uma abertura maior, mais plena, mais ampla.
E isso não quer dizer se você acredita em Deus, Nossa Senhora, ou em vida após a morte, nada disso. Tudo isso tem haver com transcendência, algo muito maior que possa nos preencher.
Isso não elimina o que há de errado conosco, mas ameniza, torna-nos mais belos e humanos, tornamo-nos cidadãos mais humanizados com uma carga brutal de adrenalina injetada a todo momento em nosso organismo.
Adormecer os chacais selvagens com uma dose cavalar de serenidade e sensibilidade e não ser tão previsível requer um olhar mais ameno e não tão sisudo, como se fosse o dono de uma ou outra verdade.
Deixe as verdades para serem ditas quando se sentir preparado. Algum dia quem sabe. E pode ser que esse dia nunca chegue. Até mesmo porque sempre costumo dizer: a busca pela Verdade é sempre a melhor alternativa. Melhor até do que encontrá-la.
Para finalizar, os chacais revoltados, estressados, selvagens merecem uma atenção especial haja vista que são eles que determinam para onde vamos e quem podermos ser daqui pra frente.
Na verdade os chacais são garotos mimados, dentro de cada um há alguém esperando a despontar com o seu melhor, com uma nova abertura, com uma transcendentalidade rediviva em busca do seu novo eu.


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