FICA MAIS UM POUCO, HOJE VAI TER BOLO
O texto de hoje é mais que especial e de antemão peço desculpas pela demora em publicá-lo, perdoem-me. Não só pelo fato, motivo animador e óbvio da presente homenagem que é justamente a mãe, mas também pela sua constante presença em nossas vidas.
Primeiro quando se está grávida tudo começa com um choro para vir à tona o seu bem mais precioso: o filho. Tratá-la como uma (semi) deusa é um eufemismo dos mais brandos. Pleonasticamente falando.
A mãe por si só é muito carnal, ela trata diretamente com a criança cara a cara, face a face, cordão umbilical com cordão umbilical. E seguir seus ditames não é de todo fácil.
O filho cresce, se adapta a sua rotina e toma seu rumo, pronto, a via crucis materna dar o ar da graça com muita preocupação, alívio em saber que está tudo bem, mas desconfiança em saber se o "filhote" irá se agasalhar numa noite fria.
Para não perder de vez seu olhar doce e sereno com o filho que muitas vezes não pode ir visitá-la ela prepara almoços, jantares e cafés para não perder de vez o convívio com o doce e amado filho.
E quando o filho se prepara para ir embora depois da refeição que une toda a família numa só voz, num só intuito, num só coro... Ela diz:
- Fica mais um pouco, hoje vai ter bolo.
Lembro que minhas avós faziam muito bolo para reunir a família, sempre. O bolo é quase um fator social. Brincadeiras à parte, elas diziam:
- Cadê a coisa mais linda da vó? Você nem sabe o que eu fiz?
E eu prontamente respondia:
- Bolo!!!
- Bolo!!!
Não é simplesmente o deliciar, experimentar e provar daquela maravilha com um bom café, mas o bolo representa uma desculpa na tentativa de querer expressar com um olhar afetuoso um: eu te amo!
É justamente essa experiência quase que nababesca de unir à família num domingo não só para experimentar uma iguaria, mas para reestruturar toda uma base de anos de jornada.
Como disse, o bolo é só uma desculpa, porque para estarmos perto de quem amamos fazemos das tripas coração, o impossível, mas sempre valorizaremos a célula mater de nossa existência.
A mãe por si só é condição sine qua non a todos nós, afinal de contas sem ela não estaríamos aqui hoje, e mais do que tudo não experimentaríamos o seu carinho, o seu afeto, o seu amor e nem o seu falar num domingo depois do almoço ao dizer:
- Fica mais um pouco, hoje vai ter bolo.
Um excelente dia das mães a todos, um grande abraço.


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