SOMOS OU NÃO SOMOS DESCARTÁVEIS?

julho 27, 2015 Randerson Figueiredo 0 Comments



Somos ou não somos descartáveis? Num mundo onde a era tecnológica tomou conta da situação, os relacionamentos parecem que adotaram a moda do descartável.

As relações estão fluidas e cada vez mais dissipadas num espaço ocupado por mentes ávidas por inovações e informações novas a cada momento.

E as relações naufragam como um belo navio a soçobrar numa imensidão nas profundezas do mar sem fim...

É, esse é o alto preço que se paga por se promover como o mais popular, o mais garanhão, o mais feliz... E a mais vil das criaturas.

Tornamo-nos pessoas descartáveis. Pouco a pouco mas estamos nos tornando. Salvo raras exceções, claro.

A partir do momento que você diz: vou te excluir do meu “faiceee” (com essa entonação mesmo). Você acredita que está excluindo da sua vida, ou seja, o real e virtual hoje andam de mãos dadas.

Já escutou aquele ditado que diz assim: quem dorme com cadelas acorda com pulgas. Isso serve para nossos pseudo-amigos que extravasam toda sua felicidade nas redes sociais, com fotos, vídeos, fanpages... "Contagiando-nos sem cessar".

Felicidade essa que é questionável, sejamos sinceros, haja vista que a maioria das pessoas que conheço transborda sucesso, alegria, entusiasmo e uma série de coisas boas na internet. E as ruins onde estão? Já sei, escondidas num baú onde nenhum de nós possui a chave.

Sem contar que nos sentimos como verdadeiros juízes, pois qualquer coisa postada pode e deve ser contestada num estalar de dedos. Os críticos de plantão sobre as postagens alheias sabem bem do que estou falando, não é mesmo? Inclusive sobre esta aqui...

Como tenho um blog a zelar, prefiro me abster de comentários maldosos (se é que já não os fiz) referentes a vários outros assuntos que são de interesse geral da nação.

Como sempre costumo falar: escrevo sobre o que sei, sobre o que não sei e o que acredito saber... Então essa é a grande questão: saber até que ponto vai nosso cinismo em tecer situações que não são nada agradáveis conosco e com a vida alheia.


Fazer teceduras de como somos vanguardistas ou retrógrados a ponto de estabelecer o que é real e o que é virtual essa é a nossa aposta para um futuro próximo, não somente deletar de sua conta virtual um mal real, mas manter na vida real o possível descartável.

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