A BREVIDADE DA VIDA

janeiro 13, 2014 Randerson Figueiredo 0 Comments



Este blog, o Jung na Veia não é um diário propriamente dito, mas sim um campo de ideias nas quais eu lanço meus principais questionamentos a respeito da vida.

E por falar em ideias, hoje veio-me à cabeça sobre a brevidade da vida, o quanto ela é fugaz, o quanto ela é um sopro de um lugar para outro.

A vida muitas vezes nos toma de assalto pelo simples fato de não sermos como ela gostaria que fossemos, e sempre vamos remando contra a correnteza. Uma escolha errada diga-se de passagem.

E a cada escolha errada que tomamos como referência nos tornamos pessoas frustradas mas com um aprendizado que levaremos para o resto de nossas vidas: procuramos não errar mais.

Mas essa não é uma tarefa fácil. É necessário muito empenho e dedicação para saber onde se está falhando e como se está cometendo o grande erro, ou os grandes erros.

Assumir uma postura de vitorioso antes do tempo não é uma boa estratégia, haja vista que a vida em sua breve existência nos dá o ar da graça com mais uma surpresa, boa ou ruim.

Cabe a cada um como encarar essa surpresa da melhor maneira possível, se retraindo ou amando você mesmo do jeito que você é, do (su)jeito que você pode vir a ser.

Fenecer nesta vida todos nós iremos um dia, mais cedo ou mais tarde, e iremos parar no mesmo destino, digo isso em relação ao aspecto físico e não ao apelo espiritual.

Não encarar as situações como mero espectador já é um bom começo, isso nos torna mais atuantes e vibrantes no aspecto emocional e fantástico da obra chamada vida.

Nunca admitimos nossa condição humana, como bem disse Hannah Arendt. Será que é tão complicado nos deixar levar pelas emoções? Vou ser bem sincero com você que está lendo este texto, a era da razão não me atrai tanto assim.

Corações fechados, olhos cerrados, bocas reprimidas para um mundo cheio de benesses, de alegrias e esperança. Mas por outro lado temos tudo ao contrário para um mundo amargurado, vilipendiado e castrado pelo homem.

O que é mais espantoso é que pelo exemplo que dei, temos o coração aberto as amarguras da vida, pois só abrimos os olhos (físico e espiritual) para o que nos convém.

E a vida vai passando, a vida acontece, a vida sorri para nós e não estamos nem aí. Ela passa como um cavalo selado pronta para nos levar ao mais recôndito do nosso ser.


Saber o momento certo de agir esse é um dos segredos, pois ficar parado e não fazer nada não é a mesma coisa. Já que a vida é um sopro, que esse vento sopre as velas do nosso barquinho a nosso favor, e que a brevidade da vida represente uma eternidade em nossa pequena existência.

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