A ERA DO “EU FALSO”
Como é comum gostar de receber elogios não é? Nada mais normal e contagiante do que participar de tal situação, só que o questionamento que levanto no texto de hoje é bem mais interessante do que somente falar de elogios.
Receber um elogio aqui e acolá é prova cabal de que as coisas estão indo do jeito que você espera, mas cuidado leitor! Isso pode ser uma grande armadilha.
De acordo com a psicanálise estamos vivenciando uma particularidade que atinge a totalidade, deu-se o nome de: A era do “eu falso”.
Como mencionei essa particularidade atinge principalmente aquelas pessoas mais envaidecidas e que são dominadas pelo ego, porque desejam e querem ardentemente ouvir aquilo que lhes convém.
Pessoas que se comportam utilizando esta linha de raciocínio, meticulosa e altamente seletiva fazem da vida de seus interlocutores um verdadeiro martírio.
Porque elas só querem ouvir e presenciar o que bem entendem. E o outro tem praticamente a obrigação de tecer elogios homéricos mesmo sabendo que tudo aquilo pode ser uma grande mentira.
E o grande problema é justamente esse, guardamos em nosso íntimo o que há de melhor e principalmente o que há de pior em relação a alguém.
Transmitir uma mensagem falsa aquele que quer ouvir uma mensagem sincera transforma a máquina da sensibilidade em uma roleta russa que a qualquer momento pode soar o estampido do tiro a queima roupa.
E na maioria das vezes a bala da insensatez fere os dois lados, uma crueldade sem tamanho, pois por mais que doa dizer a verdade ela é a solução mais adequada.
Ai surge outro problema, aliás, para muitos se torna problema, mas para mim particularmente não é. Os “amigos” começam a sumir quando você se torna um poço de sinceridade.
Não estou falando também para você sair dizendo verdades a todo o momento e ser o dono de uma ou outra verdade, não é isso. Mas ser sincero consigo mesmo é uma excelente alternativa.
E quanto às pessoas que só querem ouvir elogios, falsos diga-se de passagem, dê-lhes o silêncio, inclusive até já falei sobre esse assunto aqui no blog, pois o silêncio acalma os instintos mais bravios e faz com que “eu falso” do sujeito torne-se um “eu verdadeiro”, porque só ele pode encontrar sua verdadeira essência.
Até a próxima.


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