ESPIRITUALIDADE E SOMBRA COLETIVA: PLURALIDADE OU SINGULARIDADE?

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 0 Comments




Sempre que escrevo, cito Carl Gustav Jung, pai da psicologia analítica; uma psicologia mais humana, mais próxima da realidade, dos nossos anseios.

Cito-o porquê Jung a meu ver é o psicanalista que mais se aproxima da vivência humana no seu mais amplo contexto, pois como ele mesmo disse: conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.

E foi isso que ele fez, quando assistia seus pacientes, tocava como outra alma humana, ao contrário do pai da psicanálise, Sigmund Freud, que robotizava e plastificava os sintomas e os próprios pacientes, pois para ele a questão da sexualidade era extremamente evidente para determinar a origem das mais diversas patologias.

Quando Jung escreveu Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo ele lançou uma tese muito mais plausível do que Freud, a tese de que nós temos um inconsciente não individual, mas coletivo, um inconsciente que está interligado com a sociedade, com nossos antepassados, enfim, que está interligado com o ambiente em que viemos sobre o qual sofremos influência.

E é nesse contexto que entra o conceito de Sombra Coletiva. A sombra coletiva é uma espécie de lado negro que todos nós temos, um lado obscuro que está escondido nas profundezas do nosso ser e que na maioria das vezes nós sabemos que ela existe e insistimos em aprisioná-la.

Essa lado Dark, muitas vezes aflora em momentos de tensão, de ansiedade e tristeza. A sombra é o lado negativo que todos nós temos e fazemos questão de esconder, de aprisionar, de manter longe do nosso alcance.

E quanto mais nos afastamos de um diálogo saudável com a sombra, com nós mesmos, mais nos tornamos vítimas dela. A sombra se manifesta de diversas maneiras, uma explosão de temperamento em uma conversa, quando você chega da academia e experimenta aquele bolo de chocolate, quando sua/seu companheira/companheiro está preparando o jantar e você acessa pornografia no quarto, de várias e várias maneiras.

E o que isso tem haver com espiritualidade? Tudo. Alguns irão dizer que isso é o inimigo agindo, outros irão dizer que é algum obsessor que está agindo na vida do indivíduo, explicações religiosas são muitas... Mas conclusões são poucas.

Sempre fui a favor da união da ciência e religião. Creio que aliar as duas é o que melhor se pode fazer. Existe uma força imensurável que movimenta tudo o que é manifesto: espírito e energia.

Então a sombra coletiva está intimamente ligada à aceitação e desprendimento de cada um, saber conviver e mediar a sua manifestação é primordial.

Voltando a falar de espiritualidade argumento a respeito dos CHACRAS, palavra de origem sânscrita que quer dizer roda, ou disco giratório. Os chacras são pontos de conexão ou enlace pelos quais flui a energia de um corpo a outro.

Acredito que a energia que emitimos e que nos são transmitidas representa boa parte de nossas ações e estado de espírito ao longo do dia, pois o tamanho dos chacras depende do desenvolvimento espiritual e das vibrações que emitimos.

Quando você acorda muito bem e quando conversa com outra pessoa com uma baixa energia fluídica, essa energia que é transmitida a você não é interessante e interfere nas suas ações ao longo do dia fazendo desabrochar ou não a sombra coletiva.

Quando alguém nos trata mal, às vezes nem sabemos por que, mas intimamente esse mal-estar pode estar relacionado à transmissão de energias negativas, através de pensamentos ruins, planos maliciosos e maledicências de uma forma geral.  

Os chacras são os seguintes:
  1.      Coronário
  2.      Frontal
  3.      Laríngeo 
  4.      Cardíaco
  5.      Esplênico 
  6.      Solar
  7.      Genésico      


A questão que escrevo  aqui é do alinhamento dos chacras e obviamente de ordenar os conflitos com o lado sombrio que todos nós temos, e procurar vincular os dois melhor ainda, pois o reordenamento dos chacras e a procura para um melhor esclarecimento de nossas transgressões é o que melhor podemos fazer. 

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