THANK YOU VERY MUCH, VIU BICHINHO!
Olá, bom dia estimado leitor desta plataforma.
Mais um dia raiou, o sol despertou e eu por aqui já a escrever no blog Saber Jung. Hoje estava a ler uma coluna do professor Leandro Karnal e tive um desejo danado de escrever por aqui, dar meus pitacos sobre diversas situações.
O texto versava sobre a questão do nosso vernáculo, sobre gênero e uma série de outras situações linguísticas bem pertinentes. O debate hoje irá girar em torno disso.
Quando ele estava a tecer seus argumentos imediatamente me veio à mente as imagens de uma telenovela brasileira que foi exibida em 1997 na Rede Globo intitulada A Indomada.
Estrelada por Eva Wilma e Adriana Esteves essa novela à época deu realmente o que falar, e mereceu o estardalhaço, mereceu mesmo. De autoria de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares a novela se passava no interior pernambucano, mas havia um detalhe que chamou muito a minha atenção.
Os personagens falavam com tom nordestino, mas com sotaque inglês, tudo que eles falavam havia algo enviesado para o inglês, como por exemplo o título desta postagem: thank you very much, viu bichinho!
Ou You Understand me? Trodilou! O sotaque era nordestino, mas com uma pitada de inglês. Eu com apenas 7 anos de idade à época que a novela foi exibida achava aquilo um máximo, e já esboçava entender a crítica que os autores da novela colocavam na trama.
A Indomada lógico foi um grande sucesso de crítica e público. Até o nome da cidade fictícia era em inglês: GreenVille (Vila Verde).
Eu não poderia deixar de citar esse fenômeno televisivo antes de verdadeiramente entrar no texto de hoje. Não sei se você lembra, mas na postagem O PODER DA LINGUAGEM eu disse que quem faz a língua e por conseguinte a linguagem é o povo.
Até aí tudo bem.
O que eu desejo salientar na postagem de hoje é justamente sobre isso, o fato do povo formar inconscientemente a linguagem que rege nosso padrão de comunicação.
Veja bem, algumas pessoas torcem o nariz quando o assunto é telenovela por exemplo, eu amo telenovela, e digo mais, à época de A Indomada as pessoas só falavam assim, pode acreditar.
Eu vou colocar um trailer da novela aqui para você ter uma ideia.
Graças a Deus são as pessoas que formam a linguagem, pessoas comuns e verdadeiras. Já pensou se falássemos com uma linguagem acadêmica?!
Seria uma desgraça sem fim. Gosto nem de imaginar.
Eu sempre gosto de dizer que o povo é o padeiro e o que é dito é o pão que às vezes sai quentinho e até queimado dependendo da situação, refiro-me aos palavrões e ditos de baixo calão, sobre o pão queimado.
Quando entrei na Universidade Federal do Ceará (UFC), no curso de Letras/Alemão eu achei que havia encontrado o curso da minha vida, ledo engano, me deparei com uma chatice chamada linguística na qual a professora falava sobre tudo menos de linguística.
Saussure passava longe e se contorcia a cada intervenção da mesma em sala de aula, e online para piorar, em período pandêmico. Aí é querer abusar realmente da minha paciência.
O que era dito não correspondia ao que deveria ser estudado, digo isso em relação à professora sempre se vangloriar do seu status de catedrática, por ser uma professora universitária. Eu realmente precisava escutar tudo aquilo?
Humildade realmente não é um dom tratado com cuidado pela maioria dos presentes dentro do ambiente universitário, infelizmente. Digo isso entre professores e nós, alunos.
O que eu sempre critiquei e vou continuar a criticar é essa pretensão da academia na universidade de querer ser a última coca-cola gelada com limão e muito gelo presente no deserto.
Eu jamais vou compactuar com isso. Jamais.
E discutia com professores e colegas como um local de disseminação do conhecimento pode ser tão excludente. Tão avesso ao real. Tão metafórico e cruel.
E olha sem querer me vangloriar, porque não preciso disso, eu conheço todas as reitorias aqui do estado, todas, até no interior. Já passei em vários cursos e de instituições distintas, sei como funciona cada uma, como disse, não preciso dizer quais cursos, mas a situação é muito difícil quando o ego está envolvido.
E posso te garantir, não é esse balaio todo, essa Brastemp toda. Mas também estou aqui para falar das flores, e lá na universidade havia uma monitora da cadeira de fonologia maravilhosa, excelente, esforçada e muito, mas muito inteligente. Uma pessoa muito importante, muito mesmo para mim. Nunca vou esquecê-la, jamais.
Como estou aqui para falar sobre a linguagem vamos ao tema central do texto de hoje. Nosso país como sendo um país continental, tem vários extremos, vários sotaques e diferentes visões sobre muitos aspectos da linguagem.
Então ao me deter sobre a questão do gênero e anglicismo vamos ao que realmente importa.
Presta bem atenção no que estou a fazer, estou a preparar você para o que vem por aqui no blog Saber Jung. Estou ainda lendo uma obra muito boa sobre o gênero, estou quase na metade, por ser uma obra um pouco extensa vou demorar um pouco ainda.
Em breve teremos um artigo sobre esse assunto aqui, envolvendo claro a psicologia analítica ou profunda. Outras postagens virão na frente, é importante que se diga.
Já adiantando, a meu ver, o gênero mais do que algo social é algo inteiramente político. Ganha-se muito ($) em abordar sobre esse assunto, muito mesmo.
Eu acredito que para você se afirmar não seja necessário uma identificação com o gênero, refiro-me especificamente ao neutro, como em tod(e)s por exemplo.
Uma vez até brinquei com uma amiga, ela disse assim para mim: Randerson eu prefiro todes, e eu retruquei: eu prefiro Nescau. Perdi a amizade, claro.
O mais objetivo nisso tudo é perceber o que há por trás dessa questão identitária. Com certeza para ter esse burburinho alguém está lucrando com isso, não sejamos bobos.
Não é uma questão somente de língua, é do todo.
O anglicismo, que é justamente você incluir na sua língua materna termos estrangeiros, aí a gente volta ao início do texto com a novela do Aguinaldo Silva...
Palavras como:
Air bag
Check in
Check-up
Cookie
Cupcake
Delivery
Diet
Drag queen
Enter
Fast-food
Flash
Freezer
Gospel
Eu acredito que é perfeitamente possível utilizar estas palavras, mas com bom senso, nada de exagero, nada em excesso. Preservar o nosso idioma é algo tão maravilhoso como pedir que nossa mãe ou irmã use sutiã ao sair de casa. Nada contra as mulheres que não usam esse acessório, desejo salientar, posso até ser taxado de anti-feminista. Já que as pessoas estão cancelando todo mundo mesmo.
Como um bom sutiã, serve para preservar o que há de melhor, a nossa gramática é o nosso sutiã das letras, devemos preservá-la. E eu reitero, não tenho nada contra sutiãs.
Esse desejo de falar só como os norte-americanos ou ingleses pelo amor de Deus, de God, é algo deplorável. A crítica que o autor de A Indomada fez vale até hoje, e eu acredito que se passasse novamente seria outro sucesso, pois é atual.
Nada mais devastador do que ver sua língua sendo ultrajada.
Eu sou um defensor inveterado do nosso bom uso vernacular do idioma, você deve prestar atenção pela forma como utilizo cada palavra do meu palavrório, sem suspensório, claro.
Nada de baixo calão, nada de ofensas e nada de recorrer aos universitários, para isso existe o Silvio Santos com o extinto Show do Milhão.
Eu faço de tudo para preservar esse nosso idioma lindíssimo, rico e verdadeiro.
Tudo mesmo. E não é de hoje caro leitor, não é de hoje. Não só por aqui na plataforma, mas nas minhas obras literárias e no expediente com pensamentos e aforismos.
Desejo logo avisar já que estamos a finalizar esse texto cheio de reminiscências de outrora, que as séries irão retornar em novembro, pelo menos eu agendei aqui para novembro, mas pode sempre acontecer algo de mais urgente não é? Ninguém sabe, só God, ou melhor, só Deus. Nesse período eleitoral desejo fazer uns artigos especiais.
O texto de hoje, bem filosófico, foi elaborado principalmente para refletirmos sobre como tratamos nosso idioma, nossa língua e por conseguinte nossa linguagem.
Não teve nada demais, apenas para reflexão.
Que possamos rever nossos conceitos do que realmente acreditamos ser o correto. Será que o que estão nos apresentando é o correto mesmo, ou só modismo, ou base para autoafirmação sem propósito?
Devemos analisar tudo isso, sem muitas pretensões, mas com cautela.
Em breve como disse, trarei mais artigos sobre essa questão ou questões de gênero, vamos ampliar o debate, é sempre muito bom trazer sobre esses assuntos aqui no blog.
Abraços em todes vocxs.


0 Comments: