A DESTRUIÇÃO DO EVANGELHO UTÓPICO – PEDAGOGIA DE DEUS

julho 15, 2020 Randerson Figueiredo 0 Comments


Ícone Jesus Cristo

Olá, caro leitor deste blog. Primeiro peço imensas desculpas pelo afastamento repentino, mas tenho uma explicação, tentei de diversas maneiras renovar o blog, mas não foi possível, não encontrei layout adequado e tive que me afastar para cuidar de alguns projetos literários os quais estou a desenvolver.

 

Esses foram os motivos.

 

Agora dadas às devidas explicações, vamos ao que interessa, ao texto de hoje sobre a destruição do evangelho utópico. Já faz um tempo que não trato sobre a série Pedagogia de Deus.

 

Tendemos a acreditar num evangelho utópico, num evangelho impossível, inalcançável e inatingível. Estou aqui para tratar desse assunto especificamente.

 

Quando falamos no Santo Evangelho tendemos a falar de uma forma muito formal, muito séria e até mesmo puxando como se o texto bíblico fosse algo utópico.

 

Pior, como se fosse literatura. Já disse algumas vezes por aqui, o evangelho é uma representação sociológica, psicológica e antropológica de uma sociedade.

 

Costumamos tratar a mensagem de Deus como algo fantasioso, e isso é muito prejudicial, pois além de nos fazer permanecer em nossa eterna zona de conforto, não nos permite ir em busca do que verdadeiramente importa.

 

Como se sabe, Jesus se fez homem e sendo assim passou por todas as nossas inquietudes, anseios e emoções. Só não foi igual a gente no pecado...

 

E é esse o ponto máximo do texto, você entenderá o motivo.

 

Jesus se divertiu (bodas de Caná), se irritou (expulsando os vendilhões do templo), ajudou o semelhante (adúltera), deu uma palavra amiga a quem necessitava, foi traído (Judas), teve medo (jardim do Getsêmani).

 

E, no entanto esquecemos tudo isso, de tudo que ele passou.

 

Ele foi igual a todos nós, mais uma vez repito, só não no pecado. Mas fazemos questão de tratá-lo como algo somente sobrenatural, como se sua mensagem fosse algo impossível de ser tolerada e até mesmo administrada gota a gota diante de nosso irmão.

 

Tratamos o evangelho como algo utópico, e a meu ver devemos destruir essa concepção, esse pensamento. É perfeitamente possível o “amai vossos inimigos”, “amai o próximo como a ti mesmo”, ou até mesmo “amai a Deus acima de todas as coisas”, e também o “quem nunca pecou que atire a primeira pedra” para aqueles que insistem em atirar pedras, mas que possuem telhados de vidro.

 

Todas as indagações do texto sagrado são perfeitamente possíveis, basta acreditar e respeitar o espaço do outro. Acredito que só não fazemos valer essas lindas mensagens porque pertencemos a uma faixa vibratória muito inferior, muito baixa, baixíssima. E é aí que mora o perigo, somos enlaçados pelo pensamento negativo e acabamos por sucumbir.

 

Agora a questão que fica é que devemos partir do individual para o coletivo. Homeopaticamente falando. Devemos individualmente tratar da nossa problemática, e sendo assim partirá automaticamente para o coletivo.

 

Jesus é nosso amigo mais íntimo, mais próximo e mais verdadeiro, caso não o tratemos como verdadeiro amigo ele não poderá surgir para estar ao nosso lado.

 

Costumamos tratá-lo como já mencionei de forma muito velada e até mesmo muito incoerente, ele é nosso amigo e o tratamos como um desconhecido, como um figurão da high society o qual só procuramos quando queremos algum favor, ou como um office boy celestial. Chamando-o de “papi celestial” quando se quer algo e chamando-o de persona non grata quando não se consegue o que se deseja.

 

O evangelho está aí para provar que se Jesus Cristo foi/é gente como a gente, o que estamos esperando? Temos que ir ao seu encontro para trocarmos umas figurinhas, bater um papo e até mesmo tomar um chá das cinco. Falar cara a cara. Face a face.

 

Enquanto não dialogarmos com o evangelho de forma coesa e precisa não iremos muito longe, seremos apenas retardatários na escala evolutiva e repetiremos o que por muito tempo já vem sendo repetido na sociedade, os mesmos erros, as mesmas tragédias e as mesmas misérias.

 

Jesus é nosso grande amigo e nosso maior guardião, resta cada um encontrar o seu caminho para trilhar com dignidade a sua própria estrada, desejoso em ser verdadeiramente seu amigo.


Um grande abraço e até a próxima.

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