A TRISTE HERANÇA DE MICHEL FOUCAULT

setembro 24, 2012 Randerson Figueiredo 5 Comments



É muito salutar escrever aqui neste espaço de debates. Hoje surgiu em uma conversa com um grande amigo o tema: desequilíbrio emocional.

Creio que esse tema deve ser muito recorrente em conversas informais, haja vista o elevado índice de pessoas em desequilíbrio que nos circundam. Até já escrevi sobre isso, mas de uma forma bem mais amena do que o texto de hoje, pois se tratava do Vazio nosso de cada dia.

O foco do assunto hoje será o filósofo francês Michel Foucault. E porque esse filósofo? Porque sinceramente ele nos deixou uma triste herança. Conhecido como o “arqueólogo do saber”, Foucault sempre defendeu a tese que o homem é produto do meio, de que é produto das práticas discursivas.

Essa tese infelizmente contribuiu para que a medicina fosse sabotada por muitos profissionais, pois os que trabalham na área psi(psiquiatra, psicólogo e psicanalista) não foram vistos com bons olhos e Foucault era psicólogo.

Foucault foi um grande transgressor! MENTIRA!!! MIL VEZES MENTIRA!!! Discuto até o fim quem tentar me convencer que ele foi um grande transgressor. Vou citar quem eu considero um transgressor nessa área psi: Carl Jung! Ele sim foi deveras importante nessa área da psicanálise.

Onde estou querendo chegar com tudo isso? Que Michel Foucault na verdade possuía uma grande amargura em relação ao sistema. Ele tentou o suicídio em 1948 e iniciou um tratamento psiquiátrico, foi aí que entrou em contato com o universo psi.

Normalmente meu caro quem possui pensamentos vanguardistas como esse de que o home na verdade é produto do meio e manipulado pelo sistema também possui uma linha de raciocínio de alguém com transtorno mental sério, ou seja, era uma forma de suavizar o sofrimento que ele sentia e mais uma vez ter a presença do bode expiatório que é justamente o sistema. Deu pra entender? :D

Foucault na realidade sentia-se reprimido por suas inquietudes dissonantes para a época. O que ele defendia era a idéia retrógrada, diga-se de passagem, de Freud. Para Freud a soma das partes forma o todo. Freud estava certo? NÃO!

É sabido que o Todo é muito maior que a soma das partes. É a soma das partes + religião + características socioambientais e principalmente + misticismo. Não é preciso ser gênio para saber disso. Conclusão: Freud além de estar errado não era um gênio. Que péssima notícia para estudantes/adoradores de psicologia Freudiana hahahahahaha.

Voltando ao assunto Foucalt... Para ele (Foucault) a loucura era um ato de resistência ao sistema opressor e o indivíduo deveria exercer a seu bel-prazer toda a forma de conquista moral e concreta em direção a um rumo idealizado por ele.

Ora, mas Foucault ao falar em garantias individuais esqueceu-se de mencionar que quando devemos respeitar a individualidade alheia devemos antes de tudo querer o bem do próximo, portanto uma intervenção médica é crucial nesses casos.
Defender a ideia de Foucault é defender a acintosa ideia que toda e qualquer forma de loucura deve ser rebatida com um olhar do tipo: deixa pra lá vem pra cá o que é que tem? Eu não estou fazendo nada nem você também faz mal bater um papo assim gostoso com alguém (delírio)...

Acredito que Foucault desconsiderou a psicopatia , que é um transtorno gravíssimo de personalidade e que o sujeito pode fazer distorções na sociedade de forma calamitosa.

A triste herança de Foucault é isso, uma forma pretensiosa de uma mágoa que ele nunca foi capaz de suprimir e sendo assim propagou seus ideais pseudotransgressores para não ser mais um Doutor da Sorbone, já que a intervenção médica é essencial.

Se ele tivesse estudado os ensinamentos de Jung tudo poderia ter sido diferente.     

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5 comentários:

  1. Triste de como fazes de Jung, o teu padre.

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  2. Excelente texto.
    Já li metade da obra de cada autor citado e biografias para complementar e está coberto de razão

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    1. Muito obrigado pelo comentário! Sempre que possível procure retornar ao blog, a cada semana com novas postagens.

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  3. Todas as suas palavras soaram como um dogmatismo fatal e fico triste de que existem pessoas que fazem da imagem da psicologia junguiana e pós-junguiana, mas principalmente junguiana, uma psicologia fechada, religiosa (dogmática) e principalmente sem qualquer pensamento crítico. Concordo que você discorde do pensamento foucaultiano e freudiano, você pode ter toda e qualquer reflexão teórica crítica acerca de tais autores, você tem toda a liberdade disso, mas discordo da forma com que o faz, alimentando a mais idiota mania de nosso campo do conhecimento, a rixa de abordagem. Uma grosseria atrás de grosseria, e desmerecimento sem reflexão, um texto-deserto. Seria melhor ter deixado em branco. Eu normalmente não comento em blogs, mas dessa vez não pude me conter. Não vejo nenhum Jung crítico no texto, apenas areia de sentenças desérticas, e cactos de palavras pontiagudas.

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    1. Primeiro bom dia. Tens todo o direito de rechaçar minha análise, mas sem me prolongar e retrucar o que foi dito gostaria de deixar claro que todo leitor tem o direito de criticar e/ou sugerir melhorias. Deixo aqui que não sou de me esconder através de um perfil anônimo, dou a cara a tapa, sempre fiz isso; sem medo de críticas, pois é através da crítica que podemos melhorar, é através dela que podemos ir além, agradeço sua participação. Não tenha medo de mostrar quem é de verdade, afinal uma crítica só é bem fundamentada quando há alguém de verdade e não um avatar que ataca indiscriminadamente. Voltando ao texto, reconheço que escrevi de forma grosseira e deliberada, foi um dos primeiros textos do blog, o que mostra um texto realmente muito aquém do que venho a desenvolver nesta plataforma. Os meus primeiros textos realmente eram sofríveis, vide o texto acima, e verdadeiramente valido a sua argumentação, o seu comentário. Com o passar dos anos acredito, que fui melhorando o meu processo de argumentação e aumentando o nível do debate. Estou sempre a realizar pesquisas e tentando melhorar. Mais uma vez agradeço a inserção no debate e se puder procure ler outros textos meus, acredito que a percepção será bem diferente. E peço que se for possível deixe o anonimato de lado, tenha coragem de se manifestar de verdade, afinal, sabemos quem está recebendo o puxão de orelha, mas não sei quem está apertando a minha orelha, isso soa ofensivo e de uma deselegância sem tamanho. Vou deixar o texto no mesmo lugar de sempre para que sirva de exemplo para mim de como não escrever uma análise como essa. Afinal, o que é ruim serve como exemplo de não repetir o que já se sabe que não deu certo.
      Se puder retorne ao blog e peço por gentileza que reveja sua visão quanto a minha escrita, nem sempre a primeira impressão é válida.
      Desejo tudo de melhor.
      Fraternal abraço!

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